CDB ou LCI/LCA: qual rende mais depois do imposto

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A taxa de referência é um campo e não um número cravado na página, porque ela muda. Ponha a que estão lhe oferecendo hoje.

Quais produtos o seu banco oferece, e a que taxa, é outra pergunta, e esta página não a responde. Ela só pega as duas taxas que lhe ofereceram e calcula o que sobra depois do imposto.

Resultados

Quanto a isenta precisa pagar para empatar com o tributado, em porcentagem da referência

Quanto o tributado rende antes de qualquer desconto
Alíquota de imposto de renda desse prazo, em porcentagem
Quanto o imposto tira do tributado
Com quanto o tributado fica
Com quanto a isenta fica, sem nada descontado
Diferença entre os dois, e qual vence

A mesma comparação em quatro prazos

Dias aplicadosAlíquotaTaxa para empatarVencedor com as suas taxas

Cada linha é calculada para aquele dia exato, e não para uma faixa, porque a taxa de empate também sobe devagar dentro de uma mesma alíquota: não é um degrau reto. Os saltos grandes acontecem quando o prazo cruza de faixa.

É este o ponto da página. A taxa de que a isenta precisa não é um número só, então um papel cuja taxa nunca muda pode ganhar num prazo e perder noutro. Pegue uma isenta pagando oitenta e dois contra um tributado pagando a referência inteira: ela ganha até trezentos e sessenta dias, e a partir de trezentos e sessenta e um ela perde.

É um único dia mudando a resposta, e vale ver por quê. No dia trezentos e sessenta a alíquota é vinte em cem e o empate fica em torno de oitenta; no dia trezentos e sessenta e um ela cai para dezessete e meio, e o empate salta para cerca de oitenta e dois e meio. Menos imposto no tributado o torna mais difícil de bater, então esperar um dia a mais para resgatar pode inverter qual produto era a melhor compra.

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A LCI é sempre melhor que o CDB por ser isenta?

Não, e a vantagem é menor do que a palavra isenta sugere. Ser isenta vale exatamente o imposto que a outra paga, então a isenta só precisa superar o que sobra da tributada depois do imposto, e não a taxa anunciada dela.

Com um CDB pagando 100% da referência, a isenta empata em torno de 77% num prazo de seis meses, cerca de 80% em um ano e cerca de 86% em três anos. Abaixo desses números o CDB tributado vence mesmo pagando imposto.

De que taxa a isenta precisa para igualar um CDB?

Pegue a taxa do CDB e tire o imposto de renda do seu prazo. O imposto incide só sobre o rendimento, nunca sobre o valor que você aplicou.

A subtração não é bem uma subtração, porque o rendimento é capitalizado. Fazer a conta direito, em vez de só multiplicar pela alíquota, muda a resposta em até 1,2 ponto percentual em três anos — a mesma ordem de grandeza da diferença entre as duas ofertas que você está comparando.

Dias aplicadosImposto de renda sobre o rendimento
1 - 18022.5%
181 - 36020%
361 - 72017.5%
721 or more15%
O dia em que eu resgato muda qual é o melhor?

Muda, e mais do que a maioria espera. Uma isenta pagando 82% da referência ganha de um CDB pagando 100% até o dia 360, e perde a partir do dia 361, sem que a taxa dela mude nada.

O motivo é que o imposto do CDB cai de 20% para 17,5% nesse ponto. Menos imposto no tributado o torna mais difícil de bater, então a taxa de que a isenta precisa salta de cerca de 80% para cerca de 82,5% de um dia para o outro. Um dia a mais de espera pode inverter qual produto era a melhor compra.

O que acontece se eu resgatar nos primeiros trinta dias?

Incide um imposto à parte, somado ao imposto de renda, e ele é severo: leva 96% do rendimento no primeiro dia e ainda 3% no dia vinte e nove, só chegando a zero no trigésimo dia.

Nessa janela é ele, e não a escolha do produto, que decide o seu resultado. E papéis isentos desse tipo normalmente nem podem ser resgatados antes de noventa dias, então comparar produtos num prazo tão curto é responder à pergunta errada.